Aurea Bekman

Aurea Bekman

VIDA DE PROTETOR

Aurea Bekman

Rio de Janeiro

Publicado em 21 de abril de 2013.

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Minha infância toda foi conviver com animais, na minha casa sempre tinha algum vira lata para nos fazer companhia e assim fui crescendo.

Já adulta comecei a ajudar ONG’S, na realidade a que sempre ajudei foi a Suipa (era sócia), o trabalho deles me fascinava e acho que eles fazem muito, além do que podem.

Toda vez que deparava com algum animal doente, machucado, atropelado etc.. eu resgatava e leva a Suipa.

Em Junho de 2012 minha cadela Xuxa, já com 13 anos, pegou cinomose, e foi aí que minha vida mudou. Meus cachorros sempre foram vacinados e eu não conseguia entender como ela tinha pego a doença, na realidade eu nem sabia o que era cinomose, e para minha total falta de sorte e fatalidade meus outros 2 cachorros, Thor com 4 anos e Mel com 6 anos, também pegaram. Pra quem não sabe, a cinomose é uma das piores doenças que um cão pode ter, é uma doença altamente contagiosa e só pega de cão pra cão ( 90% morrem e os 10% restantes ficam com algum tipo de sequela).

Passei em 7 veterinários e todos indicavam a eutanásia e eu não aceitava de forma alguma. Infelizmente Xuxa estava com 1 mês de tratamento quando veio a óbito. Nesse meio tempo, conheci uma protetora – Patas e Patas – que me indicou uma veterinária que resolveu lutar comigo com o Thor e a Mel.

Eu passava noites e noites acordada dando a medicação deles, estudava como louca sobre a doença e com isso fui começando a conhecer mais e mais protetores, ONG’S, abrigos e LT (lares temporários). Trocava muitas experiências com grupos de donos de animais com a mesma doença, e, graças a Deus, com as medicações, a dedicação e principalmente a FÉ, Thor e Mel foram curados e sem sequelas.

Ai começou toda minha fascinação em proteger. Comecei a pensar: será que em vez de entregá-los a uma ONG ou abrigo que estão mega lotados não seria melhor eu fazer com minhas próprias mãos? E assim começou. Lembro que meu primeiro resgate foram 2 gatas que estavam ainda com o cordão umbilical no lixo, fiz até incubadora; foram crescendo, ficando fortes, foram vermifugadas, vacinadas, castradas e coloquei para doação na inernet; consegui uma família maravilhosa para as 2 juntas.

Não parei mais. Hoje tenho 13 gatos e 2 cachorros em tratamento; depois de vermifugados, vacinados e castrados, eu os coloco para doação. Peguei vários atropelados, com rinotraqueite, 1 gato que colocaram fogo nele, gatos com felv, fiv e outros.

Todas as despesas são por minha conta, uma ou outra pessoa, geralmente que já me conhecia, me ajuda com algum tipo de doação, e assim vou vivendo com meus bichos. Vale ressaltar que eu sofria de depressão e hoje não tenho mais tempo para isso, pois eles tomam todo o meu tempo, inclusive quando estou no trabalho.

Aproveito esse desabafo para frisar que vacinar e esterilizar um animal é um ato de AMOR. Não devemos só cobrar dos governantes e sim arregaçarmos as mangas e fazer com nossos próprios braços.

Qualquer pessoa tem como ajudar, ou através de doações (rações, medicamentos, pagar uma vacina, um exame, uma consulta), ajudar dar banho em animais em abrigos, ajudar dando L.T. Todos temos condições, então faça você também a sua parte, ajude a proteger e dar uma vida mais digna aquele que não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou burro, educado ou analfabeto. Um animal é o único que vai fazer com que você se sinta como os Beatles.

Pense nisso!!

Aurea Bekman

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