Ceila Benatti

SALVEI UM ANIMAL

Cotia, São Paulo – Brasil
Relato: 18 de outubro de 2004

“O Chicão apareceu na minha frente na Rodovia Raposo Tavares – tinha acabado de ser atropelado.

Ele estava caminhando pertinho da pista, ainda zonzo pela pancada, eu acho, e quase foi atropelado uma segunda vez. Parei o carro na rodovia mesmo, não tinha acostamento ali, e comecei a “persegui-lo”, ele estava muito assustado e não queria que eu me aproximasse dele. E foi assim durante uns 2 kms., eu fui cercando ele pra que não voltasse à pista, e então surgiu uma moça que conseguiu cercá-lo e me aproximei. Quando toquei nele, ele gritou muito, com medo. Botamos ele no carro e lá fui eu, procurar um veterinário pra costurar a barriga dele, que estava com um corte enorme e sangrando.

Parei num consultório e pedi ajuda – a primeira pergunta do médico foi “A senhora vai ficar com ele?” – eu disse “isso faz alguma diferença agora? se for preciso, fico, sim, mas por favor, ajude esse cachorro!” O Chicão cheirava muito mal – ele tinha sarna, estava quase pelado, doença do carrapato (as orelhas dele estavam infestadas de carrapato), muito magro e levou 23 pontos na barriga.Depois dos primeiros socorros, ele dormiu muito. No dia seguinte, não ficava em pé. Acho que só uns 3 ou 4 dias depois ele conseguiu se erguer. Dava dó…

Ficou 2 meses isolado numa “baia” que improvisamos pra ele não ser perturbado e nem contaminar outros animais, e depois foi lá pra casa conhecer minha cadela, com quem se deu muito bem, e onde vive até hoje e vai viver até o fim dos seus dias, pois ele é um cachorro maravilhoso, companheiro, educado e amoroso”.

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