Amor de mãe não tem igual

Não importa onde: Brasil, Estados Unidos, França, Rússia, Índia ou Quênia, não interessa. Mãe é mãe, e isso não se discute.

Sustentando esse dito popular, um tanto óbvio à primeira vista, está, talvez, o mais puro e inquestionável sentimento humano: o amor de uma mãe pelo seu filho.

Na verdade, esse sentimento tem um caráter tão universal que se estende perfeitamente para todo o Reino Animal. Qualquer um que já tenha assistido a um desses programas de vida selvagem que passam na TV, sabe disso muito bem. Para a mãe, os filhotes serão sempre prioridade absoluta, sua razão de viver. Exatamente como acontece com a mãe humana e os seus filhotes.

Hoje, a Ciência atesta que são diversas as emoções que os bichos têm em comum conosco. Por exemplo, a felicidade e o medo. Mas o amor é um caso à parte. Por mais difícil que seja lhe dar uma definição precisa, não é preciso ser um grande acadêmico para conseguir identificá-lo com clareza numa relação mãe-e-filho, seja qual for a espécie considerada.

Infelizmente, algumas mães têm pouca sorte. Elas nada podem fazer quando seus bebês lhes são roubados. E, no fundo de seus corações, talvez até pressintam que nunca mais os verão. Não há dúvida de que isso provoca uma profunda angústia em ambos.

“Mas de que mães estamos falando, afinal?” – você deve estar se perguntando. A resposta está abaixo.

Mãe galinha: seus ovos lhe são roubados logo após a postura, para serem chocados em incubadoras artificiais. Com apenas um dia de idade, seus pintinhos são levados para as granjas. Menos os pintos machos das galinhas poedeiras, que não são rentáveis para a indústria. Por isso, logo que nascem, são empilhados dentro de enormes sacos, onde vão morrendo lentamente, por asfixia.

Mãe vaca: para produzir seu leite de forma continuada, é inseminada artificialmente, ano após ano (hoje em dia, há ainda o método de indução de uma falsa gravidez via injeção de hormônios). Como os bezerros machos das vacas leiteiras não renderiam carne de boa qualidade quando adultos, um fim diferente os espera. Eles são roubados da mãe logo após seu nascimento, e confinados em caixotes de madeira, sobrevivendo à base de leite desnatado. Aos 4 meses de “vida”, anêmicos e com seus músculos atrofiados, são mortos.
Sua carne, clara e macia, é conhecida pelo nome de vitela ou baby beef.

Mãe porca: vive numa baia tão minúscula que a obriga a permanecer deitada, sem poder nem se virar. Fica prenhe pelo menos 2 vezes ao ano. Seus leitões são desmamados antes de completarem 1 mês de vida (menos que metade do tempo natural), e imediatamente encaminhados para a engorda inicial. Enquanto amarga a dor da ausência dos filhos, ela é novamente inseminada.

Toda vez que compramos um pedaço de carne de algum animal, estamos financiando todas as barbáries dessa indústria sem coração, que parece não compreender nem este sentimento único, puro e universal, que é o amor de mãe.

Neste Dia das Mães, preste uma homenagem mínima a todas as mães do mundo:

Não as coma! Nem a seus filhos!

Uma mensagem da Sociedade Vegetariana Brasileira

Autor: Fabio Paiva
                 – Vegan –