Tudo igual

Um dia eu vi uma caminhada…
iam devagar…
passo a passo…
para um único destino.

Quase ninguém vê isso… mas eu vi e olhei profundamente aqueles olhos que eram quase humanos, quase gente… Quanto mais se aproximavam da morte, mais tristes eram os sons emitidos, pois sentiam o cheiro de sangue dos que morriam antes…

Aqueles olhares e sons tristes acompanhados daquela procissão fúnebre me transportaram para um lugar distante em outro tempo onde havia muitos seres humanos que também formavam uma fila enorme e caminhavam para a morte…

Crianças, velhos e jovens eram fuzilados e seus corpos se amontoavam uns sobre os outros… morriam e nem sabiam por quê…

Tudo igual, eu pensei…

Autor: Cida Sousa